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Equipe monitora qualidade das águas de rios em Canapi e Mata Grande

Foto: Kirk Moreno / BR 316 Alagoas
Rios que normalmente são encontrados secos nos municípios de Canapi e Mata Grande, no interior de Alagoas, estão com uma realidade diferente. Por conta das chuvas que atingem a região desde maio, alguns corpos hídricos estão com água e chegam até formar fortes correntezas. No meio desta abundância atípica na Caatinga, o Programa de Monitoramento de Corpos Hídricos (PMCH) da BR-316/AL realizou, no mês de julho, a 3ª campanha que monitora a qualidade das águas superficiais dos corpos hídricos passíveis de sofrer alterações por conta da implantação e pavimentação da rodovia.

São 47,76 quilômetros de obra nos Lotes 1 e 2 da BR-316/AL, que começa na divisa com o Estado do Pernambuco, na ponte sobre o rio Moxotó, até chegar na intersecção com a rodovia BR-423/AL, no distrito de Carié – atravessando os municípios de Mata Grande e Canapi. O empreendimento é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

No total, são oito corpos hídricos monitorados pelo PMCH, o que resulta em 16 pontos de amostragem, já que em cada rio ou riacho são coletados duas amostras – a montante, parte onde nasce o rio, e a jusante, lado para que se direciona a corrente da água. A ação da Gestão Ambiental da BR-316/AL, executada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), é uma forma de controlar e, consequentemente, minimizar a contaminação gerada pelo empreendimento nos pontos d’água da região. 

Dos 16 pontos de amostragem, somente metade estavam com água. São eles: rios Canapi, Arroio Alagoinha, Moxotó e riacho Gravatá. Nas campanhas anteriores, em janeiro e abril deste ano, esses pontos d’água estavam totalmente secos por conta do período de estiagem na região. A equipe formada por engenheira ambiental e auxiliar de campo faz análise de variáveis como pH (que mede acidez da água), temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica, turbidez, metal, nutriente, organismos patogênicos (microbiológicos) e sólidos – que geralmente é o principal impacto da rodovia.

Parte de todas as variáveis das amostras foi analisada em campo com uma Sonda Multiparâmetro, equipamento medidor da qualidade da água. Outra parte das variáveis foi encaminhada para avaliação de um laboratório, em Maceió. “Análises como pH, temperatura e condutividade elétrica, nós conseguimos fazer em campo e não foram encontradas anormalidades. Porém, esse resultado tem interferência das chuvas, que diminuem as substâncias de oxigênio na água, por exemplo”, ressalta Paula Assemany, engenheira ambiental responsável pelo monitoramento.

Além do PMCH, outros 12 programas ambientais integram a Gestão Ambiental da BR-316/AL com o intuito de mitigar os danos causados pela obra de Implantação e Pavimentação. O empreendimento segue os preceitos da Política Ambiental do Ministério dos Transportes e as medidas de compensação exigidas pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Por Kirk Moreno / BR 316 Alagoas

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