HGE realiza primeira captação de órgãos de 2026 e beneficia cinco pessoas na lista de espera em Alagoas
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Foto.: Thallysson Alves / Ascom HGE |
A captação foi possível graças à autorização da família da doadora, uma mulher de 46 anos que sofreu Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica e a abordagem humanizada realizada pela Organização de Procura de Órgãos (OPO). Desse modo, uma equipe multidisciplinar iniciou os procedimentos padrões e de segurança que transformaram a perda em esperança.
“A doação de órgãos é um ato de solidariedade que salva vidas. Por isso, é essencial que as pessoas conversem sobre o tema em casa e manifestem, em vida, o desejo de serem doadoras, facilitando a decisão dos familiares em um momento tão delicado”, destacou a enfermeira da OPO, Anne Costa.
A morte encefálica é a perda completa e irreversível das funções do cérebro, inclusive do tronco encefálico. O diagnóstico segue critérios rigorosos definidos por protocolos nacionais e envolve avaliações clínicas realizadas por médicos diferentes, em intervalos determinados, além de exames complementares que confirmam a ausência de atividade cerebral. Somente após essa confirmação e a autorização da família é que a captação de órgãos pode ser realizada.
“Atualmente, há 635 pessoas aguardando por um transplante em Alagoas: 598 por uma córnea, 26 por um rim e 11 por um fígado. Cada autorização familiar representa a chance real de devolver qualidade de vida e, muitas vezes, a própria vida a quem espera”, afirmou a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, que destaca a importância de ampliar o diálogo sobre doação.
O diretor-geral do HGE, Fernando Melro, ressaltou a atuação integrada das equipes e a relevância do hospital no sistema estadual de transplantes. Para ele, a realização da primeira captação de 2026 no HGE demonstra a excelência técnica, o preparo das equipes e a importância do trabalho em rede.
“Nosso reconhecimento e respeito às famílias doadoras e aos profissionais que conduzem todo o processo com ética, respeito e sensibilidade”, pontuou o gestor.
A Central de Transplantes de Alagoas ressalta que conversar sobre doação de órgãos com a família e se posicionar a favor é essencial para ampliar o número de transplantes. A doação depende da autorização familiar, e o diálogo prévio ajuda a reduzir dúvidas e tornar a decisão mais segura.
O Governo de Alagoas e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), através da Central de Transplantes de Alagoas, a OPO e hospitais da rede do Estado, seguem se esforçando para conscientizar as pessoas e estimular a doação, transformando histórias de perda em novas oportunidades de vida.
Por Secom Alagoas

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