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28 de novembro: Dia da Policial Feminina é celebrado em Alagoas

Primeira turma formada por mulheres na PM-AL inspirou escolha da data festiva
Primeira turma formada por mulheres na PM-AL inspirou escolha da data festiva
Era 28 de novembro de 1989. Em Alagoas, 12 sargentos e 35 soldados compunham a primeira turma de praças do sexo feminino na Polícia Militar. O ingresso dessas mulheres marcou o início de um novo momento na Corporação que até então só contava com homens em seu quadro. Exatos 30 anos se passaram, outras tantas mulheres emprestaram e emprestam sua força e trabalho para servir e proteger a população alagoana. Elas perpetuam e consolidam o papel feminino na PM-AL. 

Mais de 950 mulheres, sejam praças ou oficiais, integram a Polícia Militar do Estado de Alagoas. Desde o final da década de 1980 elas reforçam as fileiras da Briosa e estão presentes nas unidades operacionais e nos diversos setores da capital e interior. Da ativa ou da Reserva Remunerada, elas têm história, coragem e acabam de ganhar um dia para homenageá-las.

Por meio da Lei nº 8.118, sancionada em 21 de junho de 2019, 28 de novembro fica instituído como Dia da Policial Feminina do Estado de Alagoas. A data remete ao dia de formatura da primeira turma de policiais femininas no Estado.

“A policial feminina trouxe características bem específicas para a Corporação e tem uma grande importância para a nossa instituição. Seja na atividade fim ou na atividade meio, comandando ou sendo comandadas, elas sempre empregam disciplina e comprometimento na execução do serviço policial, tradicionalmente marcado pela força física dos homens. Muitas delas, além de policiais são mães, filhas, cuidam do lar e assumem tantas outras funções. O papel da polícia feminina é relevante. Uma data dedicada a elas representa uma merecida homenagem e, mais do que isso: um justo reconhecimento”, comentou o comandante-geral, coronel Marco Sampaio. 

Passado e presente

O ingresso da figura feminina na PM de Alagoas data de 1988. As pioneiras ao oficialato foram enviadas para se qualificarem nos estados de Pernambuco e Minas Gerais, retornando no ano de 1990 para exercerem suas funções na segurança pública. À época, ainda não havia Academia de Polícia em Alagoas. 

No ano de 1989, um grupo de 35 mulheres participou do Curso de Formação de Soldados Femininos (CFSd Fem). Outras 11 guerreiras concluíram o Curso de Formação de Sargentos Femininos (CFS Fem). Era a primeira vez que cursos, neste formato, ocorriam em terras alagoana -tornando-se um marco na história da Corporação. 

Quem esteve na vanguarda desta história é a hoje tenente Silviany Domingues. Ela recorda que, no primeiro momento, ela e suas companheiras tiveram que superar preconceitos e provar que, apesar dos comentários negativos, lugar de mulher, como bem dizem, “é onde ela quiser” - inclusive no quartel. Ao olhar para trás, a militar que nos últimos anos serviu no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), diz que o sentimento é de gratidão.

“Me sinto vitoriosa. Entrei para ser soldado e cheguei ao oficialato, mas minha maior conquista está na experiência e nas amizades que conquistei. Hoje vejo que os tempos mudaram e provamos nossos valores e competências”, salienta a tenente Silviany.         

30 anos depois, 30 mulheres da turma denominada Maria Quitéria de Jesus (militar brasileira heroína da Guerra da Independência) se reencontraram nesta quinta-feira para um almoço festivo na casa de uma delas. O dia é de festa e de confraternização. O evento também terá espaço para uma homenagem em especial: a memória da 01 da turma, tenente Ana Nunes, já falecida.    

Atualmente, o ingresso das pfem’s (como são chamadas as policiais femininas) se dá por meio de concurso público e elas recebem a formação (seja praça ou oficial) passando pelos mesmos treinamentos e instruções que seus pares masculinos.  

Em 2018, quando a turma concluiu o CFP (Curso de Formação de Praças), de um universo de 945 novos soldados, 20% eram do sexo feminino. Já o Curso de Formação de Oficiais (CFO) que está em andamento, conta com 49 cadetes. Destes, em 2020,  duas novas aspirantes a oficial estarão servindo à população em 2020.  

Por Blog Adalberto Gomes Notícias com Agência Alagoas

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