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Projeto Ampliando os Saberes ensina artesanato para crianças e jovens ribeirinhas do Rio São Francisco

Na aldeia Xokó, em Sergipe, alunos aprendem a fazer cerâmica artesanal
Na aldeia Xokó, em Sergipe, alunos aprendem a fazer cerâmica artesanal Foto: Divulgação Texto de Dayris Carvalho
O projeto Ampliando os Saberes, que percorre o Rio São Francisco com o barco museu conhecido como No Balanço das Águas, está realizando oficinas de artesanato durante todo o mês de maio em três comunidades ribeirinhas. As atividades acontecem no Povoado Entremontes, no município de Piranhas, no  Assentamento Riacho Grande, em Pão de Açúcar e na Aldeia Xokó da Ilha de São Pedro, no município sergipano Porto da Folha.

“A ideia é resgatar as sabedorias tradicionais e preservar a memória ribeirinha do Baixo São Francisco. Através das oficinas, espera-se que a arte de cada comunidade seja desenvolvida e que as novas gerações possam se encantar e aprender”, explica a coordenadora do projeto, Maria Amélia Vieira. 
Em cada comunidade é ensinado uma modalidade de artesanato diferente, ministradas pelos principais artistas da região. No povoado Entremontes, as oficinas são de bordado e acontecem na Associação das Bordadeiras de Redendê. Já em Pão de Açúcar, as oficinas são de artes na madeira, realizadas em alguns ateliês dos próprios professores. E em Sergipe, na Aldeia Xokó, as oficinas de cerâmica artesanal acontecem no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e nas residências de duas antigas ceramistas da região.

Os participantes são crianças, adolescentes e jovens da rede pública de ensino, os adultos que manifestam desejo em aprender também são bem-vindos. Por se tratarem de zonas rurais, os alunos são filhos de agricultores, pescadores, artesãos, pequenos pecuaristas e indígenas. “É muito importante que as novas gerações não percam essas tradições e que enxerguem um tipo de arte comercializável que pode ajudar a fomentar a economia da região e o sustento de suas famílias. Essas comunidades precisam se apropriar da arte que corre naturalmente por eles e começarem a ter o sentimento de pertencimento”, complementou Maria Amélia.

Uma das últimas fases do projeto é fazer com que as obras confeccionadas pelos alunos das oficinas percorreram o Rio São Francisco no barco museu No balanço das Águas, expondo as obras produzidas ao longo do mês, se fixando por um tempo determinado em cada comunidade. A expectativa é que essa fase comece no fim do mês e sua última parada seja no Festival de Artesanato da Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar.

 Por Blog Adalberto Gomes Notícias com Agência Alagoas

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