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Irmãos Boiadeiro são condenados a mais de 103 anos por duplo homicídio em Batalha/AL

Os réus: Thiago Ferreira dos Santos, José Márcio Cavalcanti de Melo e José Ancelmo Cavalcanti de Melo - Foto: Assessoria
Foram condenados em júri popular, na madrugada desta terça-feira, 5, os acusados pela morte de Samuel Theomar Bezerra Cavalcante e do sargento reformado da Polícia Militar, Edvaldo Joaquim de Matos. Ambos, respectivamente, cunhado e segurança do ex-prefeito de Batalha e atual deputado estadual Paulo Dantas (MDB). 
José Márcio Cavalcanti de Melo, o Baixinho Boiadeiro, foi sentenciado a 45 anos e 10 meses de reclusão. Já o irmão José Ancelmo Cavalcanti de Melo, o Preto Boiadeiro, terá que cumprir 58 anos e quatro meses de reclusão, mesma sentença aplicada ao outro envolvido nos crimes, Thiago Ferreira dos Santos, conhecido como "Pé de Ferro".
Os três réus foram condenados pelos dois homicídios consumados e a tentativa de homicídio de Theobaldo Cavalcante Lins. O juiz John Silas da Silva, 8ª Vara Criminal da Capital, que presidiu o julgamento, decretou a prisão do trio. Samuel Theomar Bezerra Cavalcante era irmão da atual prefeita de Batalha, Marina Dantas (MDB). 
O caso
Também faziam parte da denúncia Emanuel Messias de Melo Araújo, o Emanuel Boiadeiro, e José Marcos Silvino dos Santos, já falecidos. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), o crime ocorreu na noite do dia 27 de maio de 2006, numa praça da cidade de Batalha. 
Acusados e vítimas bebiam em bares diferentes, mas, situados na mesma praça. Uma desavença ocorreu naquela noite e, quando as vítimas saiam do estabelecimento, os réus teriam se aproximado do veículo onde elas entraram, efetuando os disparos. Theobaldo Cavalcante Lins, também irmão de Marina Dantas, estava no mesmo veículo, mas sobreviveu aos tiros.
Foragido
A presença de Baixinho Boiadeiro foi uma das surpresas do julgamento. Foragido desde 2017, ele é acusado de tentar matar José Emílio Dantas e de assassinar o vereador de Batalha Tony Pretinho.
As duas ocorrências seriam uma reação de vingança: Baixinho consideraria a Família Dantas e Pretinho os responsáveis pelo assassinato do pai, o também vereador pelo município, Adelmo Rodrigues de Melo, o Neguinho Boiadeiro. 
Desde então, a família de Baixinho luta para comprovar a sua inocência e desvalidar a versão da Polícia Civil. O acusado recebeu voz de prisão antes mesmo do fim do júri popular. 
Por Jornal Extra de Alagoas

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