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Ex-prefeito de Mata Grande e irmão dizem estar sendo ameaçados dentro de presídio

Jacob Gomes Brandão e José Júlio Gomes Brandão/Imagem Google
Acusado de causar um prejuízo de mais de R$ 12 milhões aos cofres públicos de Mata Grande, no Sertão de Alagoas, em função da prática do crime de corrupção por várias vezes, o ex-prefeito José Jacob Gomes Brandão - preso desde agosto, quando se entregou à polícia após meses foragido - disse que ele e seu irmão e ex-Presidente da Câmara Municipal do mesmo Municipio, José Júlio Gomes Brandão - preso desde setembro pelo mesmo crime do irmão depois de também passar alguns meses foragido - foram ameaçados nessa quinta-feira (27) dentro do presídio Cyridião Durval, em Maceió. 

De acordo com a nota enviada pelo advogado de defesa para a imprensa, tudo começou no dia de Natal (25). Os dois estavam em um dos módulos do presídio prisional quando um dos presos, conhecido como “Bira”, começou a ameaçá-los, gerando tumulto.

Bira chegou a dizer “que iria atirar e matar os dois”, “que iria esmagar a cabeça dos dois com pedradas” e “que já matou mais de 30 e eles seriam os próximos". O que motivou tais afirmarções, o advogado diz desconhecer. Mas que por serem ex-políticos, todas as precauções estão sendo tomadas.

As agressões foram informadas à direção do Presídio e o autor foi conduzido para outro módulo. Bira responde a diversos processos por homicídio e um deles ocorrido dentro do presídio. "Não é a primeira vez que o detento realiza tais ameaças", diz a nota.

Operação Ánomos
Durante a Operação Ánomos, do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE-AL) e a Polícia Civil (PC), foram presos 10 suspeitos de participação no esquema que desviou mais de R$ 12 milhões dos cofres da Prefeitura de Mata Grande usando empresas fantasmas para locação de veículos. Em dois anos, houve um desfalque equivalente a R$ 6 milhões, que daria para comprar 130 veículos.

Os supostos empresários fechavam contratos fictícios com a Prefeitura de Mata Grande para a prestação de serviços de locação de veículos com o intuito de desviar recursos públicos. As empresas concorriam nas licitações, venciam, e depois sublocavam toda a frota exigida pela prefeitura a pessoas físicas, geralmente parentes e correligionários do então prefeito.

A investigação mostra ainda que um percentual de 40% era destinado para o pagamento de quem sublocava os veículos e 60% eram divididos entre o prefeito, o dono da empresa e supostos atravessadores.

Por Diário de Arapiraca

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