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MST lança campanha de alfabetização nas cidades de Delmiro Gouveia, Olho D’Água do Casado e Piranhas


Utilizando o método cubano de alfabetização “Sim, eu posso!” o MST inicia no Sertão de Alagoas uma campanha de alfabetização de jovens e adultos nas cidades de Delmiro Gouveia, Olho D’Água do Casado e Piranhas.

O lançamento da campanha acontecerá na próxima segunda-feira (18), com ato político às 14h no auditório do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) – Campus Piranhas.

O ato de lançamento da campanha deve reunir autoridades públicas, parceiros e amigos do MST na região do Sertão alagoano, além de reunir os educadores e educadoras de todo o país que vão atuar nas dezenas de turmas nas periferias, comunidades, povoados e áreas da Reforma Agrária nos municípios.

No território das três cidades onde a campanha acontecerá, cerca de 14 mil pessoas são analfabetas. Somente na cidade de Delmiro Gouveia, estima-se que 29,2% da população do município não saiba ler e escrever, em Piranhas o índice de analfabetismo chega a 37% da população e Olho D ́Água do Casado, com a maior taxa de analfabetismo, tem 42,7% de analfabetos no município.

Cristina Vargas, do Setor de Educação do MST destaca a importância da tarefa que é lutar contra o analfabetismo. “A sociedade em que vivemos nos mostra todo o tempo que o analfabetismo é algo que não podemos mexer, mas que nós do MST, bebendo da fonte das lições cubanas, não abandonaremos essa questão que ainda é bastante presente na vida dos homens e mulheres em todo o Brasil”, comentou. 

“Assumimos uma tarefa gigante, de adentrar nas periferias e povoados do Sertão de Alagoas e, a partir da solidariedade, formar turmas e ensinar a leitura e a escrita para sujeitos que por muito tempo tiveram o direito à educação negado”. 

A mobilização anterior ao início das aulas nos três municípios, formou cerca de 60 turmas nos bairros, assentamentos, acampamentos e povoados.

“Educadores e educadoras jovens, vindos de vários estados do país, demonstram nessa ação que solidariedade não é ajudar ou prestar favor, mas que solidariedade é consciência de classe”, ressaltou Vargas.

Ainda de acordo com a militante do Setor de Educação do MST, a brigada de alfabetização em Alagoas vem de um processo que já passou por outros estados do Nordeste do Brasil. “Após passar pelos estados do Ceará, Maranhão e pela Bahia, nossa jornada de alfabetização chega ao estado de Alagoas com o grande desafio de enfrentar os altos índices de analfabetismo presentes até os dias de hoje no estado e que, a partir do compromisso e responsabilidade do Movimento Sem Terra com o conjunto da sociedade, nos colocamos na disposição de ocupar a periferia do país ensinando o povo a ler, escrever e se libertar”.

“Essa é uma iniciativa que também pretende trazer o debate do analfabetismo para o conjunto da sociedade. A partir da possibilidade de formar turmas com jovens e adultos nesses territórios, queremos também que o tema da educação seja abraçado como uma bandeira de luta e que possibilite o debate com os diversos sujeitos que estarão inseridos ao longo do processo”, disse.

José Neto, da Direção Estadual do MST em Alagoas, lembrou da simbologia do movimento realizar a campanha no Sertão alagoano. “Há exatos 30 anos ocupávamos em Alagoas a primeira terra com a bandeira do MST e essa ocupação aconteceu exatamente no Sertão. Passados os 30 anos de lutas e conquistas dos trabalhadores Sem Terra no estado, hoje voltamos ao Sertão de Alagoas com mais uma forma de ocupação, dessa vez a ocupação do latifúndio do saber”.

“Esse será um grandioso desafio que já demonstra sua capacidade transformadora ao proporcionar a tantos homens e mulheres a possibilidade de ler e escrever, a partir de uma ação coletiva de solidariedade”, reforçou. 

O método de alfabetização “Sim, eu posso!” foi elaborado em Cuba, para contribuir na erradicação do analfabetismo em outros países, a partir da utilização de vídeo aulas e acompanhamento para a alfabetização inicial de jovens e adultos.

A partir da implementação do método, Venezuela e Bolívia também se transformaram em território livre do analfabetismo.

Por Ascom MST

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