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Fisioterapeuta do HGE orienta foliões sobre riscos de usar calçados inadequados no carnaval

Foliões devem optar por tênis e sapatilhas durante o carnaval
Foliões devem optar por tênis e sapatilhas durante o carnaval Foto: Carla Cleto
Nos dias de Carnaval, além dos cuidados com a alimentação e com a pele, os foliões devem também se preocupar com os pés, segundo orienta o fisioterapeuta do Hospital Geral do Estado (HGE), Thiago Taroco. Até porque, segundo o profissional, são os pés que mais sofrem com a maratona extensa da folia. Sendo assim, é imprescindível escolher o calçado ideal para a festa.
Para o fisioterapeuta do HGE, durante os festejos de momo o ideal é apostar em sapatos confortáveis, como os tênis e as sapatilhas. Mas quem não abre mão da elegância do salto alto, a melhor opção é usá-los em locais fechados, haja vista que as mulheres não vão pular, tampouco andar muito. Deixe os tênis apenas para percorrer longas distâncias, como subir e descer ladeiras ou enfrentar o Sol quente ao som dos trios elétricos.
“O folião tem que saber onde vai pisar e escolher realmente o calçado adequado que vai usar durante os quatro dias de festa. Caso a pessoa não conheça o seu tipo de pisada, que pode ser pronada, neutra ou supinada, é importante que ela use um tênis confortável”, orientou o especialista do HGE.
Outra dica que o especialista recomenda é que o folião saiba bem sua condição física, a fim de que esteja realmente preparado para percorrer as longas distâncias dos desfiles de blocos, trios elétricos e escolas de samba. As bebidas alcoólicas, de acordo com Thiago Taroco, estimulam o folião a percorrer mais do que deveria ou ficar muito tempo em pé. Portanto, é preciso precaução, para que ele não perca os dias da festa momesca em função do exagero.
Thiago Taroco evidencia que a desidratação é uma das principais causas de fadiga, câimbras e até de contraturas musculares. Logo, é fundamental que, durante o Carnaval, o folião beba uma quantidade de água um pouco maior do que ingere normalmente. Além disso, é preciso que ele fique atento aos sinais que o corpo pode dar, a exemplo da sudorese excessiva, cansaço e dores musculares. “É importante que o folião se hidrate bem porque os músculos precisam muito de lubrificação. Ele só vai atingir essa aderência ingerindo água ou isotônicos, que vão hidratar e contrabalancear o álcool”, recomendou.
De acordo com o fisioterapeuta do HGE, se o folião sobrecarrega sua musculatura ao longo dos quatro dias do Carnaval, ela vai estar totalmente enfraquecida, em função da fadiga, sobrando para as articulações. “O folião vai chegar naquela situação em que o joelho, o tornozelo e a coluna vão sentir fortes dores. Ficar bastante tempo em pé vai sobrecarregar alguma articulação. Se a pessoa não tem um joelho ou uma articulação boa, é possível que ela sinta muito incômodo”, salientou.
Antes da festa – Para aproveitar a festa de forma divertida e sem grandes prejuízos à saúde, é imprescindível que o folião faça um aquecimento, principalmente para quem vai dançar e pular o dia inteiro. O interessante é que ele faça uma caminhada acelerada de, no máximo, três a quatro minutos, próxima do local onde vai acontecer a festa, para que as articulações recebam o líquido sinovial e os músculos também ganhem oxigenação.
Descanso – Entre os momentos de folia – de muita dança e alegria –, o fisioterapeuta do HGE aconselha que, a cada hora de esforço físico, o folião precisa descansar e se hidratar, por pelo menos cinco a 10 minutos, como se fosse uma atividade física.
“É importante que o folião também não se automedique. Normalmente, ele corre para um relaxante muscular ou anti-inflamatório, mas isso pode trazer alguns problemas, principalmente se tiver havido a ingestão de álcool”, salientou.
Dor localizada – Thiago Taroco afirma que a aplicação de compressa de gelo logo após a ocorrência da lesão tem por finalidade controlar os níveis consequentes da inflamação, sobretudo em relação à dor e ao edema. "O resfriamento com aplicação de gelo é o mais indicado, porque causa uma vasoconstrição, que é a diminuição do diâmetro dos vasos, evitando um aumento do processo inflamatório", afirmou.
O fisioterapeuta do HGE salienta, ainda, que a compressa pode ser feita com um saco plástico transparente, contendo gelo triturado ou quebrado, por no máximo 20 minutos, de modo que seja suportável e não cause queimaduras. "Na aplicação, é necessário fazer uma leve compressão. A dica é utilizar aqueles plásticos usados para embrulhar alimentos e enfaixar o local com a compressa. Se os sintomas persistirem, o mais indicado é que o folião procure assistência médica imediata”, recomendou.

 Por Blog Adalberto Gomes Notícias com Agência Alagoas

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