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Batalhão Ambiental de Alagoas lança campanha “Pássaro preso na gaiola não canta, pede socorro!”


Imagem PM/AL
O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) inicia nesta segunda-feira (06) uma campanha de conscientização intitulada “Pássaro preso na gaiola não canta, pede socorro!”. O objetivo da ação é chamar a atenção da população sobre a criação ilegal de aves silvestre em todo o Estado.

Desde sua criação ano de 1989, ainda como Companhia Florestal, o atual Batalhão Ambiental vem agindo em prol da natureza. Em um trabalho conjunto com outros órgãos de proteção ao meio ambiente, como o Instituto do Meio Ambiente e Ministério Público Estadual, a atuação da unidade especializada da Polícia Militar tem ajudado no aumento da preservação tanto da fauna quanto da flora em Alagoas.

Mas os números ainda preocupam os militares que atuam diuturnamente em favor do ambiente que é de todos. Somente em 2019, o BPA registrou mais de 2.700 ocorrências de crimes ambientais e mais de 9.200 animais silvestres foram devolvidos à natureza. Destes animais que foram soltos, 8.289 foram apreendidos em situação ilegal e 971 foram resgatados após solicitação da população depois que eles apareceram em residências ou empresas.

“Nós temos percebido que a população tem se preocupado mais com a questão ambiental e isso fez com que tivéssemos um aumento no número de denúncias, inclusive as ações do nosso Núcleo de Educação Ambiental que visitou mais de 4.600 estudantes de escolas públicas e particulares do estado têm contribuído para isso. Mas nós precisamos conscientizar cada vez mais as pessoas sobre o mal que é feito à natureza quando se cria animais de forma ilegal”, afirmou o comandante do BPA, tenente-coronel Alexandre Saraiva.


Como o oficial superior falou o número de denúncias contra crimes ambientais tem aumentado bastante. Uma delas resultou na apreensão de 153 pássaros silvestres que estavam em um cativeiro no município de Campo Alegre. As aves encontradas na última quinta-feira (02) são de diversas espécies, como Papa-capim, Galo-de-campina, Curió, Canário-da-terra, Sanhaço, Xéxeu, Guariatã, Patativa-chorona, entre outras. Os animais seriam comercializados, mas após a ação do batalhão foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Devido a esse costume de se criar aves silvestres, muitas espécies estão desaparecendo. Um dos exemplos é a ave Saíra-sete-cores (Tangara Seledon), que é símbolo do BPA, temos ela inclusive representada em nosso brasão, mas na natureza é muito difícil de encontrá-la, está em extinção. E essa nossa campanha vem justamente para alertar a população sobre esse crime federal, que pode inclusive resultar em diversas sanções”, enalteceu o comandante do Batalhão.

Conforme a Lei Federal 9.605 de 12 de fevereiro de 1998 é crime ambiental manter em cativeiro, comprar ou vender espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. A pena pode ser de seis meses a um ano de detenção e multa. A pena pode ser aumentada pela metade se o crime for praticado contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção. O mesmo agravante pode elevar a multa a R$ 5.000 por animal apreendido.


Durante a campanha “Pássaro preso na gaiola não canta, pede socorro!”, que segue até o mês de março, os militares do Batalhão Ambiental vão realizar operações de combate ao tráfico de aves silvestres na Capital e em diversas cidades do interior alagoano e aumentarão as fiscalizações em feiras livres com o apoio do Serviço de Inteligência da especializada, bem como farão trabalhos de prevenção através do Núcleo de Educação Ambiental da unidade.

“O Batalhão de Polícia Ambiental de Alagoas empenha-se na proteção dos animais, mas a ajuda de todos é muito importante. Que as pessoas não comprem pássaros silvestres, denunciem criadores ilegais e traficantes de animais e não desmatem ou provoquem queimadas. Liguem para o 190 da Polícia Militar; para o Disque-denúncia, o 181; ou ainda através dos números 3315-4325 ou 98833-5879 que são do BPA. Estaremos prontos para atender todos os cidadãos”, finalizou o tenente-coronel Saraiva.


Por Ascom PM/AL

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